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Despedidas...

 Por Sagran Carvalho

       Caipira de Parnaidji.


    Caro Prefeito,

     Em primeiro lugar, gostaria de deixar claro aqui: Não possuo ligação alguma com sua administração e nem o conheço pessoalmente, assim sendo, sinto-me bastante à vontade para expor minhas percepções sobre sua gestão, sem qualquer constrangimento ou apologia.

    Afirmo também, que não vivi na cidade durante a maior parte de sua administração. Saí do Estreito assim que assumiu, e retornei justamente no último ano de seu mandato. 

    Esclareço estes pontos para que não pairem dúvidas quanto à independência das minha opiniões.

    Assim sendo, vamos a elas...

    Uma fase de sua história política vai chegando ao fim, e após oito anos e duas eleições consecutivas vencidas, deixa o comando do município e parte para novos projetos na vida privada, e  na vida pública..

     Adianto que não entrarei  no mérito de prestação de contas, saúde financeira do município ou ítens afins, pois, ainda não tenho dados para corroborar ou negar qualquer opinião neste sentido. Ouço, daqui e dali, que deixa  dinheiro no caixa da prefeitura para o próximo prefeito. A se confirmar, é uma boa notícia!

    Ouço também, que não facilitou a transição, criando dificuldades à equipe que assumirá, o acesso às informações do município. Se verídicas forem, já deixo aqui meu agravo, afinal, há que se respeitar a decisão da população nas últimas eleições, e picuinhas políticas fazem parte do jogo, mas, não são a estratégia mais inteligente.

    Continuemos...

    Quando deixei o município, junto com esposa e filho, pouco antes de sua eleição, o Estreito era uma cidade mal cuidada. O prefeito de então, era nítido, não demonstrou capacidade de gerir o município. Praças abandonadas, cidade suja e ruas cobertas de barro faziam parte da realidade do município, ainda que, no período, a obra da hidrelétrica seguisse a passos largos, trazendo para a cidade uma quantidade enorme de gente que alimentava o comércio e a economia da cidade.  

Na prefeitura reinava a mais completa inapetência!

    Então, quando do meu retorno, logo ficou nítido o quanto as coisas haviam mudado. A princípio, o que me chamou a atenção foi a limpeza e as praças bem cuidadas. Coisas simples, mas que já davam um aspecto completamente diferente da cidade decadente de quando saí. As primeiras impressões, foram bastante positivas!

    Seguiram-se então as "descobertas': o asfaltamento das Bandeirantes, a construção da UPA, a finalização da biblioteca pública, a criação e construção do campus da UEMA, e até a obra horrorosa ( desculpe, mas aquilo não é bonito ) do portal de entrada da cidade. Soma-se ainda a revitalização das escolas e postos de saúde, a criação e edificação  de creches, a feitura da Beira Rio e a revitalização de praças e avenidas na cidade.

    A estrutura do município foi mudada completamente, e para melhor. Ficou claro então, o porque de ter sido o único gestor a conseguir a reeleição. Sem sombra de dúvidas, foi o melhor prefeito da cidade até aqui.

    Mas nem tudo foram flores...

    A Pandemia, e os erros cometidos na gestão da mesma foram fatais para a continuidade da atual gestão. Fechamento da cidade, impedimento do trabalho no comércio, restrições à circulação e fechamento das escolas atingiram em cheio as chances de continuidade. Some-se à isto, a escolha de um candidato com alta rejeição entre os eleitores. Foi fatal! 

    Entendo que a derrota nas eleições municipais foram uma resposta clara da sociedade aos erros cometidos no último ano da gestão. Ficou evidente à maioria, que durante a crise sanitária, a gestão foi mal assessorada e se entregou ao alarmismo da imprensa, sem levar em conta as reais necessidades da população. Errou, e errou feio...e a resposta, veio!

    Ainda assim, mesmo com os desastres do último ano, é evidente a todos que a popularidade e o respeito da população o fazem um ator político relevante na região. E queira ou não, a gestão que assumirá a prefeitura a partir de 2021, terá que conviver com a sombra desta força. Se vai sobreviver ou não, só o futuro dirá.

    

    

    

    

    

    

    

    

        

      

     

    




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